26/02/2010

Liberdade ao Cubo

Liberdade ao cubo


Eu gritei.


Eu falei.


Estavam todos surdos;


Esse som bateu na barreira que eles próprios criaram e o eco foi:


Socorro! Socorro!


Desci à uma cova profunda, um abismo;


Desci sozinha e me vi bem assim:


Coberta de lodo e de desespero.


E então gritei aos berros timidamente e longe de todos;


As paredes ouviram e calaram-se;


Abafaram os meus gemidos;


Comprimiram-me até de novo explodir n´ua loucura


Da largura, profundidade e altura maior que o mundo cheio de surdos, cegos e tolos;


Tacanhos de mente e de alma.


Incompreendida eu fui,


Incompreendida fiquei


No fundo da terra a clamar


Entre paredes torturantes gritando;


Fiquei assim por um espaço de tempo tão eterno que me perdi, sim, no tempo.


Só havia a lua;


Tinha medo do sol.


Uma dimensão infinita aos outros; sim, todos eles;


Mas não infinita a Você.


Você me cuidou.


Você me ouviu.


Eu clamei e estavas comigo,


Chorando minha dor como um amigo;


Velando os meus passos trementes;


De toda a minha alma consciente.


Eu vi a oração respondida


Libertando-me aos poucos;


O suficiente para eu entender


O quão longe eu andei.


Eu te peço: Liberta-me!


Eu te clamo: Alcança-me!


LIBERTA-ME, oh Deus!!!


Autora Rosely T. Sales


Poema enviado pela Renata

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